quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vazio

Estou sentindo a maior falta. Quero abraçar. Nem beijar quero. Quero o abraço mais sincero, quero o sorriso, quero o sotaque, quero a sensação, quero a felicidade. Queria que ele pudesse me dar a certeza de que tudo vai acabar bem. Queria saber como será daqui pra frente, como vou encarar o futuro e quais frustrações e tristezas ainda terei que enfrentar antes de me juntar a ele. Queria ter a certeza de que aquele sonho foi real; de que "nunca deixou de me amar...".

Sinto saudades do Guilherme. Não sei como controlar esse sentimento misturado a tantos outros como o medo, a angústia, a dúvida e a tristeza.

Agora, com o passar do tempo, me lembro muito pouco (mas ainda me recordo) das inúmeras conversas que fizeram com que a nossa amizade crescesse. Linda, forte, verdadeira. Como nunca existiu e nunca existirá em toda minha vida. Foram tantos segredos compartilhados, tantas lágrimas que eu quis secar e fui impedida pela distância, tantos conselhos dados somente por uma tela de computador...essa mesma, que está de frente pra mim nesse momento.
O sentimento foi se transformando. Aliás, foi aumentando a sua intensidade, afinal, a amizade continou firme e forte. Eu me apaixonei. Paixão por um desconhecido, por uma voz no telefone, por frases no MSN. Ele também se apaixonou, eu sei bem disso! Só não sabia como lidar com a situação...
Aquela voz...eu queria ouví-la novamente.

Talvez o momento esteja me proporcionando essa saudosidade toda. Será que em qualquer situação de angústia e medo me baterá a vontade de abraçá-lo? Bem provável...aquele abraço resolvia a maioria, senão, todos os meus problemas.

Eu quero chorar. Eu quero que isso acabe logo. Contudo, o quê? Nem eu mesma sei.

Boa noite e boa sorte pra mim amanhã com a liberação da nota de corte. Coloco nas mãos de Deus. O que tiver de ser, será.